Os hábitos de consumo mudam e com eles, os hábitos alimentares também mudam. É o que aponta um estudo feito pela Kantar WorldPanel. O relatório “Eat, Drink & Be Healthy” analisou os hábitos alimentares de oito países, incluindo o Brasil e revelou que, apesar das refeições serem feitas cada vez mais fora de casa, a procura por uma alimentação saudável aumentou. O estudo revela ainda que a busca pelo aumento da ingestão de vegetais e frutas acompanhou o crescimento exponencial dessa mudança que pode estar associada ao crescimento dos adeptos das dietas vegetarianas.

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O vegetarianismo, por exemplo, segundo pesquisa Ibope de 2019 já é o hábito alimentar de 14% da população brasileira. E dentro desta porcentagem é possível também incluir o veganismo, apesar da pesquisa não subdividir os grupos, há dentro da ideia básica de não consumir proteína animal uma série de dietas diferentes.

Enquanto o vegetarianismo pode admitir o consumo de ovos e leite, no veganismo não se pode consumir alimentos ou quaisquer produtos provenientes de exploração animal. Por definição da sociedade vegana mais antiga do mundo “o veganismo é um estilo de vida que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e crueldade de animais, seja na alimentação, no vestuário ou em qualquer outra finalidade”. Sendo assim, para se manter saudável, a pessoa que adota o veganismo como escolha alimentar precisa consumir a maior variedade possível de alimentos vegetais. Frutas, legumes, verduras, castanhas e cereais, por exemplo.

Paralelamente ao crescimento exponencial do vegetarianismo (e variantes) e do veganismo, cresce também o número de pessoas adeptas do “flexitarianismo”. A ideia principal dessa vertente é diminuir o consumo de proteína animal para diminuir o impacto ambiental também. Mas o que a difere do veganismo e vegetarianismo é sua capacidade de adaptação e pode ser uma boa opção para quem gostaria de se tornar vegetariano e quer usá-la como transição ou até mesmo para quem quer apenas diminuir o consumo de carne.

No flexitarismo, aumenta-se a ingestão de alimentos vegetais e pode-se consumir carne ou outra proteína animal em média por duas vezes na semana. Apesar de ser com frequência associado ao vegetarianismo, as instituições vegetarianas não o consideram um tipo de vegetarianismo real. Isso se deve ao fato de que esporadicamente há consumo de carnes nesse tipo de dieta.

Além da preocupação com a diminuição dos impactos gerados pela indústria agropecuária no meio ambiente, as pessoas que adotam dietas com mais consumo vegetal também privilegiam o consumo de produtos locais, o que fortalece a economia do pequeno agricultor e gera novos empregos.

A alimentação também é uma manifestação cultural e a busca por novos hábitos alimentares está revelando também um hábito global em transição. Na Europa, por exemplo, é possível notar uma queda no consumo de carnes nos últimos sete anos. Impulsionada por ativismo e defesa dos animais, a exclusão da proteína animal do cardápio vem gerando mudanças no mercado que busca acompanhar a nova geração.

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Sobre o Autor

Sarah Ayume
Sarah Ayume

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É redatora freelancer e também escreve para o portal Meu Grande ABC.